Num dia de 1926, estudantes de Engenharia da Escola de Minas erigiram uma morada segura, a República Arca de Noé. O primeiro porto foi na casa histórica do inconfidente Tomás Antônio Gonzaga (atual Secretaria de Cultura e Turismo de Ouro Preto) na Rua Cláudio Manoel. Cansados daquelas águas, ou querendo ficar mais próximos dos poucos rabos de saia que circulavam na cidade, flutuaram até a esquina com a Praça Tiradentes, lançando âncora em novo porto. Da Praça a Arca navegou para trás da Escola de Minas, na antiga casa de Moacir Lisboa, tendo como vizinhos a República Castelo dos Nobres e a República Pureza. Dali, após algumas tempestades, os “ventos” levaram a Arca a aportar ao lado da Igreja Nossa Senhora da Conceição (Matriz do Antônio Dias).
A Arca continuou acolhendo novos “bixos” e superando tempestades quando o patriarca fundador do grupo Votorantim, Antônio Ermírio de Moraes que admirado com as ideias de progresso colocadas pelos Arqueanos, fez doação à Casa do Estudante da Escola de Minas para construção de duas moradias estudantis, onde uma delas, desde 1958, é o atual porto seguro da República Arca de Noé (Rua Xavier da Veiga, 164 – Centro Histórico de Ouro Preto). Desde então a Arca é dirigida por dez estudantes, hoje de diversos cursos da Universidade Federal de Ouro Preto, e que há alguns anos adotam o costume de batizar cada novo Arqueano com um nome de animal. Seus mais de 90 ex-alunos e homenageados têm presença constante na forma dos tradicionais “Quadrinhos de Formatura”.













































































































